Viu que eu consigo!!!

11 de jun. de 2009

Concepção de Índios




Com a leitura do texto “Os Indios no Brasil: quem são e quantos são”, escrito pelo representante do povo Baniwa, Gersen dos Santos Luciano, consegui compreender a atual situação do índio em nosso país. Em minha prática na escola ainda tinha aquela visão romântica do índio como o protetor da natureza, agora com minhas reflexões na interdisciplina de Questões Étnico- Raciais na Educação: Sociologia e História, já penso em um planejamento bem diferente, dos que já havia feito sobre a questão indígena. Penso em propiciar aos alunos as descobertas que fiz com a leitura do texto de Gersen dos Santos Lima, começando pelo o porquê da denominação índio.Façamos como a nova educação que temos em relação ao nosso entendimento sobre a África, pois antigamente falávamos dos africanos como se naquele continente todos fossem negros. Não é verdade. Vejamos, como educadores, as peculiaridades de cada povo. E no caso dos Índios ainda ficou mais volumosa a nossa possibilidade de ver as diferenças pois, segundo Gercen, no caso particular da diversidade cultural indígena ou das populações tradicionais ou tribais, ela é considerada patrimônio da humanidade pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ratificada (reconhecida como Lei do país) pelo Brasil em 2003.

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30 de abr. de 2009

Oficina Raízes da África


N o dia 30 de Abril foi oferecida, na rede municipal de Alvorada , oficinas para formação de professores. Participei da oficina Raízes da África, na qual fizemos reflexões sobre os casos de racismo na escola.

Quero também relatar um fato que ocorreu pela manhã com minha turma de segundo ano, da rede estadual.

Levei meus alunos ao refeitório para a merenda. O cardápio era arroz, feijão, galinha e batata. Os alunos fazem fila e as merendeiras vão servindo os pratos. Quando chegou a vez de uma de minhas alunas ela disse à merendeira:

_ Não coloca feijão que eu não quero ficar negra..

A merendeira fez um comentário rápido explicando que ele não ficaria negra se comesse feijão.

Voltando a sala percebi que alguma posição teria que tomar. Fiz uma conversa sobre a beleza de nossas cores, da diversidade de cores e raças que tínhamos em nossa sala e que devido a esse fator tornava nossa turma uma das com crianças mais bonitas. Tentei resgatar nas crianças valores de suas próprias identidades, ressaltando as origens negras que foram refletidas no comentário da aluna.

A tarde na oficina relatei minha prática onde refletimos sob como tratar estas questões com nossos alunos de séries iniciais. Ficou claro, na oficina, que por mais formação que se receba a respeito das questões étnicos-raciais, o que vai fazer a diferença é o amor e o respeito que cada professor deve ter por seus alunos.

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17 de abr. de 2009

Etnias na prática da escola




Cito a seguir uma parte do meu trabalho sobre o Mosaico das Etnias de minha turma, realizado na interdisciplina Questões Etnico-Raciais na Educação: Sociologia e História:

Observei que alguns alunos sentiam receio em falar sobre seus ancestrais negros. Mas aos poucos com nossas conversas, foi surgindo o interesse deles em pesquisar e conversar com seus pais e avós sobre suas origens.
As descobertas foram incentivo para quebra de preconceito.

Esta observação posso relacionar ao fato de que minha presença no grupo como professora, sendo de etnia negra, favoreceu que as crianças com esta mesma origem tivessem mais liberdade de se expressar e se reconhecerem dentro do trabalho desenvolvido.

Fala da aluna Jéssica, 11 anos:
"Com esta pesquisa eu descobri que na minha família tem negros, brancos, alemâes e índios. A minha mâe é negra e o meu pai é alemão, aminha bisavó é índia e eu puxei a minha mãe negra. E eu me orgulho por ter esta cor e não tenho vergonha de dizer que eu sou negra!"


Com esta prática na minha turma percebi que a aluna Jessica, assim como outros, resgatou sua identidade, pois não tinha conhecimento de que seu pai era de etnia alemã e a bisavó índia. O conhecimento de suas origens trouxe-lhe a valorização de sua raça.

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6 de abr. de 2009

Questões Étnico-Raciais



Realizei o trabalho da interdisciplina Questões Étnico-raciais na Educação, é muito interessante, tentar compreender como as pessoas me vêm. Também foi um momento importante para refletir sobre minha etnia, parar observar, analisar os traços do meu rosto, de meus familiares.
Em meu trabalho relato que sou muito parecida com uma colega aqui do Pead, não na aparência, pois, algumas vezes, ultrapassamos as características físicas e étnico-raciais, somos parecidas no jeito de ser, de agir e até de pensar.

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