Viu que eu consigo!!!

22 de abr. de 2009

Educação Especial e Minha Prática na Escola




Hoje meu aluno com necessidades especiais teve um momento muito difício em nossa aula.

Estava desenvolvendo uma atividade de matemática, na qual coloquei uma música. A música era sobre as tabuadas. Todos os alunos adoraram. Mas percebi que o Márcio (nome fictício que irei usar para este aluno), que é autista, estava em pânico, pois não tolera nenhum tipo de música. Esta informação não me foi passada quando conversei com a mãe dele.

Consegui contornar um pouco a situação, ele não respondia meus questionamentos, mexia-se muito em seu lugar, mostrando-se muito nervoso. Então compreendi que era devido a música e desliguei o aparelho de cd e ele foi ficando mais calmo.

Fazendo a leitura dos textos da Constituição Federal e da LDB, onde em ambos é assegurado o direito ao acesso de alunos com necessidades especiais em escolas regulares, constatei que também está na lei a formação e orientação dos profissionais que irão atender estes alunos.Esta é a maior dificuldade que os alunos com necessiades especiais e os professores vem encontrando no dia-a-dia em nossas práticas nas escolas.

Cito uma reflexão que fiz em meu pbwi de inclusão, onde relato minha experiência em 2004 com um aluno mudo:

"Penso que não adianta colocarmos os alunos com necessidades especiais no fundo da sala e fazer de conta que contribuímos para sua aprendizagem. Há casos que é muito necessário a especialização do professor. Mas esta formação de professores não está sendo efetivada conforme consta na lei. Sei que tentei contribuir para a aprendizagem de meu aluno, mas sei que se ele estivesse em uma escola especial teria aproveitado muito mais o processo de aprendizagem."

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7 de abr. de 2009

reunião pedago


Nesta semana meus estudos sobre a educação especial fizeram parte da minha prática na escola. Na reunião pedagógica de uma das escolas em que trabalho conversei com meus colegas sobre os alunos com necessidades especiais que atendemos na escola. Foi uma conversa muito interessante, pois, é comum a todos a falta de preparo e de materiais para trabalharmos com estes alunos. Foi colocado a posição das mães, que em sua maioria protegem muito os filhos e acabam matrapalhando o desenvolvimento do aluno.

Comentei sobre nossos estudos na educação especial no Pead e sobre o desenvolvimento do meu aluno autista.

No final uma colega deu seu depoimento, a favor das escolas especiais, pois, relatou que tem uma irmã com síndrome de Down e que seus avanços foram mais significativos na APAE, por ter mais recursos e trabalhar na individualidade e necessidade de cada aluno, do que na rede pública onde avalia que todos recebem o mesmo ensino com o mesmo método.

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